domingo, 6 de novembro de 2011

Plegaria del estudiante

Por qué me impones
lo que sabes
si quiero yo aprender
lo desconecido
y ser fuente
en mi propio descubrimiento?
El mundo de tu verdad
es mi tragedia;
tu sabiduría,
mi negación;
tu conquista, mi ausencia;
tu hacer, mi destrucción.
No es la bomba lo que me mata;
el fusil hiere,
mutila y acaba,
 el gas envenena,
 aniquila y suprime,
pero la verdad
seca mi boca,
apaga mi pensamiento
y niega mi poesia,
me hace antes de ser.

Humberto Maturana (El sentido de lo humano)

domingo, 2 de outubro de 2011

sábado, 17 de setembro de 2011

Quando escrevo...


No meu pensamento existo. Você consegue me perceber quando me lê? Percebe se estou triste ou alegre?
O meu pensamento, a minha existência está  no meu corpo e nas minhas palavras. Nas escritas, muito mais que nas faladas. Quando falo, eu me confundo com aquilo que quero te dizer. E nem sempre quero te dizer a verdade, nem sempre posso te dizer a verdade. Quando falo, quase sempre estou reagindo a algo e, nem sempre é meu sentir real. Mas, quando escrevo, sou só eu e para mim ou para meu outro eu que imagino seja você (risos).
Quando escrevo é o meu pensamento que se plasma...Débil ou forte, com sentido ou não, que alguém entenda ou não, sou eu.
O pensamento é vasto como vastos são os céus que se derramam nestes dias de chuva.
Quando escrevo, minha alma se derrama como água que busca um recipiente para contê-la.
Agora mesmo, sinto esbanjar-me, perder-me. E não há taça nem rio que me recolha...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

...alguien me deletrea...


Hermandad

Soy hombre: duro poco
y es enorme la noche.
Pero miro hacia arriba:
las estrellas escriben.
Sin entender comprendo:
también soy escritura
y en este mismo instante
alguien me deletrea.
(Octavio Paz)

sábado, 9 de julho de 2011

Fim de semestre, amizades eternas!


Terminou o sofrido semestre! Ainda respiramos todos os filósofos dos mundo!!!!!!!! Uma boa conversa, algumas cervejas, muito frio, jejeje, já estamos prontas para outra!!! E já estou com saudades, buaaaaa!!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Clara como cristal


Olhou para o espelho iluminado com a claridade dos astros,
noturnos,
noturnos astros que brilham nos espelhos mágicos
pendurados em paredes sólidas de vidas sólidas,
vidas penduradas nos astros flutuantes
de mágicas noites iluminadas,
no espelho...
Era ela, sim!!
Não era sólida, mas brilhava
porque a lua e as estrelas estavam lá,
ali,
no seu espelho mágico
feito de vida flutuante,
clara como o cristal.
  Diane Beatris

sábado, 4 de junho de 2011

Dançando com a vida de mãos dadas com a morte...


Viver é estar vivo enquanto atravessamos a noite densa,
é sentir o medo, arrepiar o cabelo, é sentir-se frágil,
machucar o pé nas pedras do caminho, cair e gemer de dor.
É olhar o céu, buscar uma estrela, o claro da lua, alguma luz
que te indique a direção.
É ficar no chão, misturar a lágrima, a terra, o soluço, o vento,
mas apenas o tempo suficiente para não mais querer estar ali.
É desejar libertar-se. Libertar-se. Perceber a noite passando.
Correr ou esperar. Tanto faz.
É dançar com a vida de mãos dadas com a morte!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

América Latina, te amo!!!

Este vídeo é o 1º de uma sequência de 10, chama-se A Revolução Não Será Televisionada, tratando da Venezuela e Hugo Chaves, não percam!!

Pretendo com este vídeo iniciar uma viagem pela América Latina visando, simplesmente, conhecer e aproximar os leitores deste blog, através de vídeos, reportagens, poesias e músicas, aos povos que habitam nosso continente.
Quem somos? De onde viemos? Que fizemos? Que estamos fazendo? Como somos vistos? Que esperam de nós?Quem nos governa? Quem nos têm na mira e por quê? Estas e muitas outras perguntas serão feitas, algumas serão respondidas outras ficarão esperando respostas...
Aqui vivemos e outros virão depois de nós. Que herança lhes deixaremos? Amamos aquilo que conhecemos. Amemo-nos, pois!  

terça-feira, 24 de maio de 2011

Cidade viva

Impossível não admirar...

apenas gotas de chuva

muro corado

a memória

em memória

Eldorado dos Carajás - para não esquecer

Em greve!!

Em greve!!!

Em greve!!!

domingo, 22 de maio de 2011

Fim???

Destruímos...


Construímos


Destruímos


Construímos


Somos um edifício em construção


Sempre em constução


O fim também é o início...

   

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Rolling in the deep - Adele

Belíssimo!!!


Rolando profundamente
Adele

Há uma chama acendendo no meu coração
Chegando a um passo da febre, está me tirando da escuridão
Finalmente eu posso vê-lo claro como um cristal
Vá em frente e me abandone, eu aguentarei suas merdas
Veja como eu o deixo com cada pedaço seu
Não subestime as coisas que eu vou fazer
Há uma chama acendendo no meu coração
Chegando a um passo da de febre
E está me tirando da escuridão
As cicatrizes do teu amor me fazem lembrar de nós
Me fazem pensar que nós tinhamos quase tudo
As cicatrizes do seu amor me deixam sem fôlego
Eu não consigo evitar a sensação
Nós poderíamos ter tido tudo
Rolando profundamente
Você teve meu coração na palma de sua mão
E você brincou com ele
ao ritmo da batida
Querido, não tenho nenhuma história a ser contada
Mas ouvi uma das suas
E eu vou fazer a sua cabeça queimar
Pense em mim nas profundezas do seu desespero
Criando um lar lá em baixo
Isso te lembra da casa que nós partilhamos
Lance sua alma em cada porta aberta
Conte suas bençãos para encontrar o que procura
Transformou minha tristeza en ouro precioso
Você me pago em bondade e colhe o que semeou
Nós poderíamos ter tido tudo,
Tudo, tudo, tudo

quinta-feira, 14 de abril de 2011

L'infinito

«Sempre caro mi fu quest'ermo colle,
e questa siepe, che da tanta parte
 dell'ultimo orizzonte il guardo esclude.
 Endless Ma sedendo e mirando, interminati
spazi di là da quella, e sovrumani
silenzi, e profondissima quïete
io nel pensier mi fingo, ove per poco
il cor non si spaura. E come il vento
odo stormir tra queste piante, io quello
infinito silenzio a questa voce
vo comparando: e mi sovvien l'eterno,
e le morte stagioni, e la presente
e viva, e il suon di lei.Così tra questa
immensità s'annega il pensier mio:
e il naufragar m'è dolce in questo mare»

Giacomo Leopardi , L'infinito (1819)


"Portanto, nesta imensidão o meu pensamento está afogado:
e é doce naufragar neste mar".




domingo, 10 de abril de 2011

Planeta Infernal


Esta noite não tem poesia, não tem brilho de estrela, nem clarão de lua,
tampouco se espera o sol...
Esta noite todos os escravos choram,
as crianças correm sem proteção,
os homens são animais famintos!!!
e suas mulheres fragmentos
de algo parecido com amor...



quarta-feira, 6 de abril de 2011

Cancioncilla Del Primer Deseo

En la mañana verde,
quería ser corazón.
Corazón.

Y en la tarde madura
quería ser ruiseñor.
Ruiseñor.

Alma,
ponte color de naranja.
Alma,
ponte color de amor

En la mañana viva,
yo quería ser yo.
Corazón.

Y en la tarde caída
quería ser mi voz.
Ruiseñor.

¡Alma,
ponte color naranja!
¡Alma,
ponte color de amor!



domingo, 20 de março de 2011

Março - Acidente Nuclear - Revolta na Libia






A Terra foi ferida e parece que não há remédio.
Os sobreviventes.
Nós.
Continuamos aqui e não sabemos o que fazer.
Não temos outra casa.
 Este é o nosso Lar.
Libia - país soberano, considerando a máxima "um governo, um povo, um território".
Seus conflitos internos.
A intervenção externa.
A pressa em eliminar Khadafi.
Nós.
Continuamos aqui e não sabemos o que fazer.
Não temos outra casa.
Este é o nosso Lar...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Voar

Quero voar, meu deus quero voar!!!
Por que não posso voar também com meu corpo???
Queria sentir meu cabelo ao vento,
queria abraçar o ar,
queria não sentir meus pés no chão.
Pernas ao ar!!!
Cabeça nas nunves!!
Coração dentro do peito batento, batendo
no ritmo das coisas que se movimentam,
eternamente...
eternamente...

domingo, 6 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

Os Nomes de Deus

Amamos um deus a quem não vemos, no entanto, sabemos o que lhe agrada e desagrada.
Sabemos quando nos aprova ou desaprova. Sabemos o seu nome. Chamamos o seu nome.
Muitos morrem por ele, outros abandonam o mundo por ele, outros ainda, vivem por ele. Chamamos o seu nome

domingo, 27 de fevereiro de 2011

E nós, mulheres do "outro lado do mundo", a quem servimos?



Lá ou aqui, não importa a raça ou a religião o grande, imenso equívoco permanece.
Vivemos uma vida inventada. Inventaram uma vida para o homem, outra para a mulher. Inventaram um Senhor dos Mundos para justificar o que não pode ser justificado. Inventaram  pecados que não existem, se percebermos que o pecado só é possível quando não vivemos a própria vida ou não permitimos ao outro viver a sua própria vida. Inventaram uma Vida Aparente para o homem, outra para a mulher. A Vida Aparente submete a alma do ser humano ao desconhecimento de si, submete a razão do ser humano ao desconhecimento do outro. A Vida Aparente desconecta o ser humano dos elementos que o formaram, se percebermos que somos água, terra, fogo e ar. A Vida Aparente foi inventada há milhares de anos e continua sendo reinventanda. Em relação ao que é denunciado no video, lá o invento permanece quase inalterado há seculos, mas aqui a Vida Aparente, tornou-se ainda mais sutil.
Nós, mulheres do outro lado do mundo, independentes nos submetemos à cirurgias arriscadas em busca do  ideal de beleza - que alguém inventou. Livres buscamos os "próprios" ideais - encontrados em pacotes de todos os preços - na mídia e na sociedade de consumo. Por certo somos livres..., mas sendo livres, qual seria a nossa prisão? 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Steve Jobs - três histórias de amor à vida

Fiquei pensando... pensando... pensando...
Qual foi a última vez que tive fome, fome de viver?
E se hoje fosse meu último dia estarei amando as coisas que faço?
E meu coração, estará nú o meu coração para que eu possa realmente vê-lo?
Ao fazer estas perguntas a mim mesma senti que estava faminta, estou com fome, com muita fome!!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Você é seu deserto


Fiz este video para compartilhar o sentimento mágico que descubri em mim. Descubri por acaso, enquanto caminhava numa pequena praia do litoral gaúcho.  Que posso ser também um deserto... E que grande deserto sou...Um abraço a todos!!!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Caminando por la calle

"Caminhando pela rua eu te vi,
caminhando pela rua eu te vi,
e um dia eu me enamorei por ti...
e um dia eu me enamorei por ti..."

Eles dançavam tão apaixonados e abraçados, tão juntos estavam como junto está o céu e a nuvem...
Eles um dia se encontraram por uma dessas ruas que o destino abre de repente e se enamoraram...
Seus corpos de música e sonhos se encontravam e se beijavam em horizontes postos no olhar...
Assim foi infinito, enquanto breve
tão breve quanto a canção...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Minhas mentiras...


Minhas mentiras são as minhas verdades
que fogem pela janela
de minha casa em construção.
Minhas mentiras têm asas
 e quando se abrem, se lançam para um mundo
 onde apenas crianças, poetas e lunáticos conseguem entrar.
Minhas mentiras sou eu do avesso...
o outro lado da lua...
o lado de lá no espelho...
a alma que se motinou contra o corpo.
Mas, tenho verdades que não são mentiras,
que a vida se me escapa a cada instante
e às vezes... sou alegre, muito alegre.
Diane Beatris

sábado, 15 de janeiro de 2011

Sin fin...

Dentro de mí hay un río, que se arrastra, que se arrastra,
 hace mucho, hace mucho,
a veces pienso que no es un río,
 no, no es un río...
es una lágrima,
 inmensa,
 larga,
 sin fin...
Diane Beatris

sábado, 8 de janeiro de 2011

Tornei-me eu


Minha alma sedenta de mim
bebeu-me toda.
Tornei-me um deserto.
Minha alma saciada de mim
inundou-me toda.
Tornei-me um rio.
Minha alma transbordada de mim
carregou-me toda.
Tornei-me um naufrago.
Minha alma inseparável de mim
tornou-me toda.
Tornei-me eu.
(Diane Beatris)

domingo, 2 de janeiro de 2011

Deseos (Desejos)


Ya no traigo semillas en las manos,
hace mucho el viento se las llevó
y no sé donde están...

En las manos traigo ahora
deseos
dibujados en el papel
y a el viento, cuando pasar, solo le permito
un leve rozar
que los desnude...

Nas mãos já não trago sementes,
há muito foram carregadas de minhas palmas abertas
e não sei para onde o vento as levou...
Nas mãos agora carrego desejos
espalhados no papel
e aos ventos permito apenas,
apenas
un leve roçar
que os desnude...
(Diane Beatris com a sensível ajuda de Tejedor de Sueños, meu amigo da sala A - Chat US_Terra)

Alguém gostou muito!!

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Quando o arquiteto planejou o horizonte

Quando o arquiteto planejou o horizonte
seu coração ardia igual saudades...