domingo, 26 de dezembro de 2010

O céu se derramou em luz.

Depois da meia noite, veio a chuva. Veio a irresistível chuva, com seus trovões e relâmpagos. E eu, obedeci ao comando da força que se derramava lá fora. Não pude evitar. Precisava me encontrar com o que descia do céu. Eufórica corri para a rua. Vento e chuva em plena noite de Natal. Nada mais se ouvia a não ser o barulho da chuva... nem carros, nem pessoas, nem foguetes... Meu coração disparava. Era o céu me tocando....
O Portal estava aberto...
Gotas de chuva brilhando..  
Palavras nunca dizem tudo...

sábado, 11 de dezembro de 2010

Algo

 Algo que termina...
 Algo que sobrevive...
 Água, merda e reflexo...algo humano.

Estar em promiscuidade

Promiscuidade:
  1.  misturado, indistinto, confuso;
  2. que tem vários parceiros sexuais;
  3. convivência chocante de pessoas de sexo diferente e de condições sociais diversas;
  4. mistura confusa e desordenada de seres no mesmo ambiente;
Fiodor Dostoievski:
"A falta de liberdade não consiste jamais em estar segregado, e sim em estar em promiscuidade, pois o suplício inenarrável é não se poder estar sozinho."
  • quanto ao item 1: o emocional de um adolescente?
  • quanto ao item 2: cães, gatos e outros??
  • quanto ao item 3: enfermos na sala de emergência hospitar?
  • quanto ao item 4: povo caminhando no calçadão??
  • quanto ao Dostoievski: _Seria uma pobre dona de casa com filhos, marido e tudo que vem junto, tentando escrever um livro??
Ok. Ok, não entendi!!! Está tudo misturado, confuso em minha mente. Meus pensamentos estão promíscuos...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Waiting for the end .........Esperando o fim




"Voando à velocidade da luz
Pensamentos giravam na minha cabeça
Tantas coisas que não foram ditas
É difícil deixar você partir.."

http://www.vagalume.com.br/linkin-park/waiting-for-the-end-traducao.html#ixzz17ZP4Z7Lm

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

BÚSQUEDA DE LA POESÍA

 CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Penetra sordamente en el reino de las palabras.
Allí están los poemas que esperan ser escritos... 
Acércate y contempla las palabras.
Cada una
tiene mil rostros secretos sobre el rostro neutro
y te pregunta, sin interés por la respuesta,
pobre o terrible, que le dieres:
¿Trajiste la llave?


 
Extraído de CUATRO SIGLOS DE POESÍA BRASILEÑA. Introducción, traducción y notas de Jaime Tello. Caracas: Centro Abreu e Lima de Estudios Brasileños; Instituto de Altos Estudios de América Latina, Universidad Simón Bolívar, 1983. 254 p.

domingo, 28 de novembro de 2010

Rio de Janeiro ou qualquer parte do mundo...

 Todo adulto um dia foi criança.
Cabe aos adultos conduzir as crianças.
Toda a vida é preciosa!
 As coisas podem se tornar banais, mesmo que um dia tenham sido vistas com espanto.

As crianças, um dia, se tornarão adultas...

 "O poder não pode ser armazenado e mantido em reserva para casos de emergência, como os instrumentos de violência; só existe em sua efetivação. Se não é efetivado, perde-se; e a história está cheia de exemplos de que nem a maior das riquezas pode sanar essa perda. O poder só é efetivado enquanto a palavra e o ato não se divorciam, quando as palavras não são vazias e os atos não são brutais, quando as palavras não são empregadas para velar intenções mas para revelar realidades, e os atos não são usados para violar e destruir, mas para criar relações e novas realidades."
A Condição Humana  - Hannah Arendt

Obs.: As fotos foram extraídas do site http://www.terra.com.br/portal/


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Da Suavidade e Da Melancolia

 Foi um prazer te ver, dona Flor!
 Você é linda!
 Tão suave e tão provocante...
 Através da vidraça, outro mundo...
 Ou será o mesmo mundo?
 Chove aqui dentro?
 Estou protegida?
As coisas estão passando lá fora... ou aqui dentro de mim?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

The child in us - Enigma


Me encanta esto:
"UN DÍA LLEGASTE
Y SUPE QUE ERAS EL ÚNICO
ERAS LA LLUVIA, ERAS EL SOL
PERO NECESITABA AMBOS, PORQUE TE NECESITABA
ERAS EL ÚNICO
EN QUIÉN HABÍA SOÑADO TODA MI VIDA
EN LA OSCURIDAD ERES MI LUZ
PERO NO OLVIDO
QUIÉN ES SIEMPRE NUESTRO GUÍA
ES EL NIÑO QUE LLEVAMOS DENTRO"

sábado, 20 de novembro de 2010

Telma Scherer, a poeta triste e a Feira que não tinha emoção



Tudo certinho na famosa Feira, eu passei por lá. Bem que eu senti algo que me incomodou, mas não dei muita importância.
Agora eu sei. Faltava a emoção, o choro ou o riso extremo. Tudo bem, não tão extremo. Quero dizer, fosse como fosse mas que fosse emoção.
A Feira é apenas uma feira de livros, uma das maiores que existem por aí, dizem. Um espaço para as idéias velhas, novas, comuns ou não, etc etc. Um espaço onde cruzam centenas e centanas desde crianças até...senhores feudais e outras democracias, deus meu! Então é isso, faltava aquilo que não tem e quando teve foi reprimido: alguém simplesmente se manifestando.
Ah, nem venham me dizer que ela isso ou aquilo, que o protesto era válido ou não era. Não interessa!! A Feira estava quietinha, todo mundo comprando letrinhas e a Telminha dizendo que estava triste, que só estava muito triste...
E os policiais a levaram porque ela estava promovendo desordem, pode?
Se bem minha memória funciona, isso lembra alguma coisa. Um déjà vú? Será?
Ah, emoção, criatividade, ser ridículo, dar vexame, pode ser encantador, não é verdade?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Como?

Sou várias e todas sou eu e me apavoro, tenho medo...
Já não sei o que fazer de mim, de todas que me habitam...
Como alimentar a mendiga e apaziguar a bandida?
Como confortar a menina e conviver com a loba?
Todas anjas! Todas diabas!
Onde estará a senhora filha de minha mãe?
Onde se enfiou a única que sabia o que fazer?
De certo, enlouqueceu!!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Nós

A tarde chegando...


paixões...


músicas ao vento...


protestos...


algo de nós que se vai...


os cantores...


o rio que nunca é o mesmo rio voltando...


domingo, 31 de outubro de 2010

Bajo un cielo nublado



Esta pasando noviembre
 (Eros Ramazzotti)

Para ti
este beso en el viento
te lo mandaré allí
te dirá lo que siento... yo por ti
No he podido hacer nada

En tu vida ahora se
te sentiste ignorado
es probable, tal vez
si yo hubiese sabido
habría sido una ayuda
pero que importa ya

Ahora que..
Tu puedes jugar siguiendo una cometa
Mientras sales por el espacio a pasear
quizás puedas llegar ahora hasta tu meta
y un mundo distinto que no lograste hallar

Solo que no debió de ser así
Solo que la soledad no es mas grande sin ti

Para ti
una flor he traído
te la dejaré allí
bajo un cielo nublado
mientras miro la luz
está pasando noviembre 

y tu... tienes 20 años siempre ...

domingo, 17 de outubro de 2010

Quem eu mais gostava


Quando eu te amei - aquela que te amava -
respirava.
Quando eu te amei - aquela que te amava -
caminhava.
Quando eu te amei - aquela que te amava -
sonhava.
De todas que sou - meu querido - aquela que te amava
era de quem eu mais gostava...
(Diane)

A borboleta é minha amiga



The Bee is not afraid of me.
I know the Butterfly.
The pretty people in the Woods
Receive me cordially –

The Brooks laugh louder when I come –
The Breezes madder play;
Wherefore mine eye thy silver mists,
Wherefore, Oh, Summer’s Day?

A abelha comigo não se intimida,
A borboleta é minha amiga,
Os seres mais bonitos da floresta
Recebem-me com muita festa.

Os rios riem alegres quando eu passo,
Brinca mais doida a viração.
Porque então, olhos meus, toda essa névoa?
Porque, oh dia de verão?

Do livro livro Emily Dickinson – uma centena de poemas, tradução, introdução e notas por Aíla de Oliveira Gomes; apresentação de Paulo Rónai; prefácio de Ashley Brown – São Paulo, Ed. da Universidade de São Paulo, 1984.

"Mas eu preciso ser Outros"


Retrato de artista enquanto coisa

A maior riqueza do homem é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado. 
Palavras que me aceitam como sou 
- eu não aceito.
Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas,
que puxa válvulas, que
olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde, que
vai lá fora, que
aponta lápis, que
vê a uva etc. etc.
Perdoai.
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.

-Manoel de Barros-

domingo, 10 de outubro de 2010

Annabel Lee


Annabel Lee 

It was many and many a year ago,
In a kingdom by the sea,
That a maiden there lived whom you may know
By the name of ANNABEL LEE;
And this maiden she lived with no other thought
Than to love and be loved by me.

I was a child and she was a child,
In this kingdom by the sea;
But we loved with a love that was more than love-
I and my Annabel Lee;
With a love that the winged seraphs of heaven
Coveted her and me.

And this was the reason that, long ago,
In this kingdom by the sea,
A wind blew out of a cloud, chilling
My beautiful Annabel Lee;
So that her highborn kinsman came
And bore her away from me,
To shut her up in a sepulchre
In this kingdom by the sea.

The angels, not half so happy in heaven,
Went envying her and me-
Yes!- that was the reason (as all men know,
In this kingdom by the sea)
That the wind came out of the cloud by night,
Chilling and killing my Annabel Lee.

But our love it was stronger by far than the love
Of those who were older than we-
Of many far wiser than we-
And neither the angels in heaven above,
Nor the demons down under the sea,
Can ever dissever my soul from the soul
Of the beautiful Annabel Lee.

For the moon never beams without bringing me dreams
Of the beautiful Annabel Lee;
And the stars never rise but I feel the bright eyes
Of the beautiful Annabel Lee;
And so, all the night-tide, I lie down by the side
Of my darling- my darling- my life and my bride,
In the sepulchre there by the sea,
In her tomb by the sounding sea.

Edgar Allan Poe


ANNABEL LEE
(de Edgar Allan Poe)

Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.

Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor --
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.

E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.

E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.

Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.

Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.

Fernando Pessoa

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

JULIANA























Juliana, tecida dentro de mim com o pó das estrelas vivas. Um presente do Universo!
Feliz aniversário minha filha!!

Alguém gostou muito!!

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Quando o arquiteto planejou o horizonte

Quando o arquiteto planejou o horizonte
seu coração ardia igual saudades...