sábado, 22 de maio de 2010

Vigorosamente



















Vigorosamente ele cresceu
Vigorosamente ele cresceu e cresceu
Regou-a - sendo alface!
No seu jardim negro do deserto suportando muito jejum
O meu querido de sua mãe,
A minha haste de cevada cheia de encanto no seu sulco,
Regou-a - sendo alface,
Assim o fez o meu amdo - uma verdadeira macieira com fruto na ponta -
Regou-a sendo um jardim!

O homem doce de mel, o homem doce de mel,
Fazia-me coisas doces!
O meu senhor, o homem doce de mel, o divino,
O meu querido de sua mãe,
Com mãos doces como mel, com pés escorrendo mel
Fazia-me coisas doces!
Os seus membros sendo mel, doces de mel
Ele fazia-me coisas doces!

Oh meu amado que de repente fizeste coisas doces
A tudo dento de mim até ao umbigo,
O meu querido de sua mãe
Oh meus membros de mel do deserto, querido de sua mãe,                                                       
Tu regaste-a, sendo alface.

( A Saga de Inanna - poema dedicado a Inanna, divindade suméria -  Trad. Helena Barbas - Lisboa\2004)

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